1.
– Educação Inclusiva
A Educação
é um direito de todos
os cidadãos.
Conforme consta na
Constituição Brasileira (1988), e reafirmado pela Lei de
Diretrizes de Bases da Educação Nacional, Lei nº9394/96, que
destina o Capítulo V à Educação Especial. O artigo 58 da LDBEN
define que a educação dos alunos com necessidades especiais deve
ser realizada, preferencialmente, na rede regular de
ensino.
A Declaração de Salamanca aborda a importância da
inclusão social. Este
documento trata-se de
uma resolução das Nações Unidas a qual apresenta os
Procedimentos –Padrões das Nações Unidas para a Equalização
de Oportunidades para Pessoas Portadoras de
deficiências.
As
crianças e jovens com necessidades educativas especiais
devem ter acesso às escolas regulares, que a elas
se devem adequar através duma pedagogia centrada na criança, capaz de ir ao encontro destas necessidades”.
(Declaração de Salamanca. 1994. II).
Abordando também que os governos devem:
“Investir
um maior esforço na
identificação
e nas estratégias de
intervenção precoce, assim como nos aspectos
vocacionais
da
educação
inclusiva”.
(Declaração de
Salamanca. 1994. Item III).
Com o objetivo
de adequar a educação
brasileira no processo de inclusão o Governo Brasileiro através do MEC –
Ministério da Educação e Cultura, elaborou um projeto de inclusão
social, que prevê a adequação de todas as instituições
educacionais ao
ensino inclusivo. Dentro deste contexto, a escola deve assumir o seu papel diante
dessa proposta de ensino inclusivo. Elaborando ações concretas por
meios de projetos
pedagógicos, adaptando-se à realidade educacional e criando
condições que garantam a acessibilidade destes alunos ao ensino e à prática efetiva desses
diretos.
A idéia de uma educação voltada para a inclusão traz
consigo, principalmente, a noção de respeito ao ser humano e de
seus direitos
fundamentais. Uma idéia que descarta o preconceito, a
descriminação, a segregação em lugar de uma maior humanização do ser humano, de formação do
cidadão ético e consciente.
No entanto, o projeto de escola inclusiva é árduo e desafiador,
pois envolve mudanças substanciais de concepção de sociedade,
de homem e de
educação. É uma questão de mudar concepções que são arraigadas e
cristalizadas
socialmente.
É preciso, pois, compreender que a proposta de educação inclusiva é
complexa.
“Uma proposta inclusiva implica, pois, em uma escola que se identifica com princípios educacionais humanizadores e cujos professores têm um perfil que é compatível com seus princípios”.
(MANTOAN, apud ALMEIDA.2001.p.66)
A Educação Especial, tem sido atualmente, o foco dos
interesses pelos quais perpassam a compreensão e concepção de homem
e de mundo, que modela as ações e orientam as formar de se pensar a
própria integração.
Diante disso, é
imprescindível a compreensão do que seria realmente importante num ensino
especial.
Na educação
especial
o importante é conhecer como o aluno se desenvolve, ou seja, o significativo não é a deficiência
em si mesma, não a falta, mas, como se apresenta
seu
processo
de desenvolvimento; como ele
interage com o mundo; como organiza seus sistemas de compensações; as trocas; as mediações que auxiliam
na sua aprendizagem; a participação ou exclusão da vida social;
a internalização dos papeis vividos; as concepções que se tem sobre sí mesmo; a sua história de vida”. (MONTEIRO. 1998.
p.75,76).
A escola é o espaço por excelência da interação, do
desenvolvimento e da integração social que impulsiona a
aprendizagem, propiciando a compensação das deficiências. Portanto,
a tarefa da Educação Especial é complexa e requer uma mudança total
das formas de se pensar a educação, o ensino e a formação do
educando. A Educação
Especial precisa ser vista como uma prática pedagógica que não se
isola do restante da escola, mas ao contrario, é integrada e
coletiva. Em outras
palavras, é preciso fazer com que a educação especial cumpra seu
papel de inclusão e não de segregação – esse é o grande
desafio que nos inquieta e impulsiona na busca da concretização de
uma educação verdadeiramente inclusiva.
A Constituição Brasileira/1988 e a Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional/1996, ao tratar dos direitos e garantias do
cidadão em relação à educação, estabelecem que a educação escolar
seja um direito de todos.
Lê-se na Constituição Federal de
1988:
“A Educação, direito de todos e dever do estado e da
família, será promovida com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu
preparo para
o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. (artigo
205).
No Artigo 208, inciso III, da Constituição Federal, também aparece
a seguinte citação. “O
dever do estado com a Educação será efetivado mediante a garantia de atendimento especializado aos portadores de deficiência,
preferencialmente na rede regular de ensino”.
(CF.ART. 208/88).
No Artigo 4º Inciso III, da Lei de Diretrizes e
Bases da Educação
Nacional, da mesma maneira. “O dever do Estado com a Educação escolar publica será
efetivado mediante garantia de: atendimento especializado e
gratuito
aos
educandos
com
necessidades
especiais, preferencialmente na rede regular”. (CF.ART.
4°inc. III88).
No entanto, apesar
dessas determinações, a prática da inclusão dos portões para dentro de uma
escola, é algo que requer ainda muita reflexão e conhecimento, pois
vai além de matricular uma criança especial numa escola
regular. A demanda de
matrículas na escola tem crescido consideravelmente, possibilitando
o questionamento da escola: O que fazer? E como
fazer?
É de consenso que:
“O princípio fundamental que rege as escolas
integradoras é o de
que todas as crianças devem aprender juntas, sempre que possível,
independentemente de
quaisquer diferenças que elas possam ter. As escolas integradoras devem reconhecer as diferentes necessidades de
seus alunos e a
elas
atender;
adaptar-se aos
diferentes estilos e ritmos de aprendizagem das crianças e assegurar um ensino de qualidade
a todos, através de um adequado programa de
estudos,
de boa organização escolar, criteriosa utilização
dos
recursos
e
entrosamento
com suas comunidades. Deverá ser fato, uma continua prestação de serviços e
de ajuda
para
atender
às
contínuas
necessidades especiais que surgem na escola”. (Declaração de Salamanca –
Junho,1994)
Para que isso se
efetive, é necessário repensar a educação como um todo –
desde a transformação do currículo à formação continuada de
educadores buscando novos posicionamento, novos procedimentos de
ensino e aprendizagem, orientados por novas concepções e praticas
pedagógicas que atendam à diferença e a
diversidade.
O necessário realmente é conhecer a idéia e a concepção de que a inclusão
é portanto,
responsabilidade de todos.
Diante do que já foi mencionado e do que os fundamentos
teóricos exigem a escola deve estar preparada para trabalhar com a diversidade,
elaborando uma proposta que vise realmente o trabalho da educação
inclusiva e não como vem acontecendo dentro das instituições
educacionais
atualmente. Percebemos que a maiorias das
instituições de ensino trabalha a inclusão muito mais na teoria do
que na prática.
O trabalho de pesquisa como o eixo temático possibilitou uma
compreensão maior na formulação do conceito de Inclusão e possibilitou também a
sua associação a prática no contexto
escolar.
A pesquisa realizada na Escola
______________________________, mostra como feito o trabalho com
alunos no que diz
respeito a inclusão.
Atualmente na instituição estão matriculados 06 (seis) alunos com
necessidades educacionais especiais: Três deles são pessoas com
deficiência auditiva,
um com deficiência visual e dois alunos com deficiência
mental. Estas deficiências foram detectadas através de contato com
a família no ato da matricula.
Outro fator importante é que a instituição já previa no
seu Projeto Político Pedagógico ações voltadas para atender essas
necessidades. Uma dessas ações é a preparação de aulas e projetos específicos voltados
para atender os alunos com deficiência, bem como disponibilizar uma sala
multifuncional, com adaptações para atender os alunos com alguma
dessas deficiências.
Em relação aos professores os mesmos sabem das ações previstas no
Projeto Político Pedagógico, porém não se sentem
preparados para
atender essas necessidades e proporcionar aos alunos um ensino
que vise a aquisição do conhecimento. Alguns professores demonstram
interesses em adquirir o conhecimento sobre essas necessidades e
buscam cursos de formação, porém o número de professores
capacitados nessa área ainda é pequeno.
A escola conta com instrutor de Libras, que proporciona
aos professores a possibilidade de aprender a língua brasileira de
sinais, mas o tempo previsto para esta aprendizagem ainda precisa
ser organizada dentro da instituição. A escola conta com o apoio do
núcleo de
formação de
professores no Parque
Anhanguera, onde são encaminhados os alunos para participarem de
cursos de formação.
Em relação ao material de uso especifico com alunos com necessidades educacionais
especiais a escola ainda não concluiu a sua sala multifuncional,
ainda falta muito material para deixá-la completa e em condições de
uso para atender a todos os alunos com essas necessidades. Quem
apresenta maior interesse é o instrutor de Libras que sempre vai
atrás de material e sempre que possível conta com o apoio da equipe
gestora.
No contexto do processo de avaliação desses alunos a
escola preferiu não se manifestar, segundo a coordenação pedagógica
a instituição segue o Projeto Político Pedagógico e tenta dentro de suas
possibilidades
realizar a avaliação que possibilite a participação desses alunos.
Porém não disponibilizou e nem explicitou nenhum tipo de
avaliação feita com
esses educandos.
É importante ressaltar que a escola sabe dessas
necessidades educacionais especiais, e aponta que o maior problema
existente na instituição não é falta de conhecimento da legislação, o
que falta é ter conhecimento na prática e principalmente que os
professores demonstrem mais interesse em melhorar o seu desempenho
no que se relacione ao processo de inclusão, e aponta também que é
importante que o
governo ore ações
voltadas para a valorização do profissional da educação, visando a
melhoria de salários e ofereça formação constante no
que se refere ao inclusão.
Que os governantes se preocupe em elaborar políticas de maior
interesse em fazer da escola um espaço realmente voltado para o
processo de inclusão de fato e não como vem acontecendo na
atualidade.
Referencias Bibliográficas (
Inclusão)
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A escola inclusiva da
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APPACD.2000.
DECLARAÇÃO DE SALAMANCA. 1994.
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